segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

amizades

octavio paz falava, em literatura, da teoria da outridade. basicamente significa que você é reconhecido pelos outros e através dos outros experimenta a vida e se "mantém" nela. por exemplo, quando a morte chega, é a memória dos que ficam que perpetua a vida de quem morreu. por isso a frase "diga-me com quem andas e te direis quem és" é, basicamente, uma verdade universal.
seus amigos são testemunhas a seu favor ou contra você. pertubador e, ao mesmo tempo, esclarecedor.
neste sentido, amizades são, vez ou outra, pontuais. ao longo da sua existência surgiram amigos importantes que, em outros momentos, deixaram de existir, não porque sumissem, mas porque por diversos motivos deixaram de ser relevantes na sua vida. ainda os chamamos de 'amigos', mas não compartilham mais do mesmo ponto da sua vida, nem compartilham mais interesses, vontades ou idéias. a vida passa e os amigos também. isso demonstra o caráter volátil das relações humanas. por um lado é pessimista. por outro interessante. depende do lugar para onde ou de onde se olha.

Um comentário:

Angélica Lima disse...

É legal entender o lance que a vida vai fechando ciclos e atingir esse nível de entendimento é perceber a diferença gritante entre o Ser e o Estar, é saber que os amigos só não estão amigos, mas sempre o serão...