sou
para o outro
este corpo esta
voz
sou o que digo
e faço
enquanto passo
mas
para mim
só sou
se penso que sou
enfim
se sou
a consciência
de mim
e quando
vinda a morte
ela se apague
serei o que alguém acaso
salve
do olvido
já que
para mim
(lume apagado)
nunca terei existido
*obs: tentei preservar a disposição espacial do poeta, mas...
domingo, 28 de novembro de 2010
quinta-feira, 25 de novembro de 2010
"barulho" - ferreira gullar *
Todo poema é feito de ar
apenas:
a mão do poeta
não rasga a madeira
não fere
o metal
a pedra
não tinge de azul
os dedos
quando escreve manhã
ou brisa
ou blusa
de mulher
O poema
é sem matéria palpável
tudo
o que há nele
é barulho
quando rumoreja
ao sopro da leitura.
*tentei preservar o layout original do poema, mas não consegui...
apenas:
a mão do poeta
não rasga a madeira
não fere
o metal
a pedra
não tinge de azul
os dedos
quando escreve manhã
ou brisa
ou blusa
de mulher
O poema
é sem matéria palpável
tudo
o que há nele
é barulho
quando rumoreja
ao sopro da leitura.
*tentei preservar o layout original do poema, mas não consegui...
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