minha poesia parece exigir meu fim
muito mais do que parte do todo
mesmo que a parte represente o todo e vice-versa
vejo na minha poesia mais do que sou,
talvez o que gostaria de ser ou o que já fui ou melhor
o que sou agora de outra maneira
nasço com a poesia para com ela morrer
uma morte física? mental?
uma morte experimental
é isso que a poesia que me seca me oferece
ver me de fora experimentar-me como se fosse outro
ainda que seja o mesmo
terça-feira, 19 de agosto de 2008
...
as cifras da alma
em pequenas letras
de poesias inacabadas
dão a impressão de uma simplicidade
perdida obscurecida pela
linearidade das palavras que
querem e apenas querem
desvendar o que não conheço...
um pouco menos ou um pouco mais
em pequenas letras
de poesias inacabadas
dão a impressão de uma simplicidade
perdida obscurecida pela
linearidade das palavras que
querem e apenas querem
desvendar o que não conheço...
um pouco menos ou um pouco mais
domingo, 17 de agosto de 2008
morte
É a partir da experiência com a morte que o ser humano passa a buscar respostas para as famosas perguntas existenciais: quem sou, da onde venho, pra onde vou. Curiosamente, ninguém ‘vive’ a própria morte. Experimentamos a nossa morte na morte do outro. Isso é chamado de “outridade” (definição de Octavio Paz). No mínimo é irônico. Filosoficamente falando, sua existência é definida pelo seu relacionamento com o outro.
Em Eclesiastes, livro sapiencial da Bíblia, o autor enfatiza, principalmente nos primeiros seis capítulos, que em face da morte tudo é ‘vapor’, tudo é efêmero, tudo é vão. Ser bom ou mau, fazer o bem ou o mal, no fundo, tanto faz. O fim, a morte, é igual a todos. O eco desse pensamento está exatamente mencionado no trecho poético acima: “a morte é uma certeza invencível” (Ferreira Gullar).
Então por quê vivemos? Porque temos esperança em alguma coisa. Sartre dizia que o existencialismo parte do pressuposto de que fomos abandonados a própria sorte e cita Ponge (outro filósofo francês contemporâneo de Sartre) dizendo: “o homem é o futuro do homem”. De certa forma estamos alienados em relação ao futuro. Uma das maiores influências do existencialismo é essa noção de que como fomos abandonados, o futuro não importa e nem o passado. O presente é que deve construir o que somos. Assim se criou uma geração de desesperança e de hedonismo (Dostoyevsky escreveu: “Se Deus não existe, tudo é permitido”).
Não posso provar que D-s existe e nem consigo explicar a esperança que tenho de que Ele irá recriar esta Terra (Apocalipse 21:1-4; Isaías 65:17), mas se a você tem faltado esperança e sobrado desespero, te encorajo a buscar além de você mesmo a resposta, te encorajo a conhecer a D-s e se relacionar com Ele. Paulo disse: “nada pode nos separar do amor de D-s, nem a morte, nem a vida (...)” (Romanos 8:38-39).
Em Eclesiastes, livro sapiencial da Bíblia, o autor enfatiza, principalmente nos primeiros seis capítulos, que em face da morte tudo é ‘vapor’, tudo é efêmero, tudo é vão. Ser bom ou mau, fazer o bem ou o mal, no fundo, tanto faz. O fim, a morte, é igual a todos. O eco desse pensamento está exatamente mencionado no trecho poético acima: “a morte é uma certeza invencível” (Ferreira Gullar).
Então por quê vivemos? Porque temos esperança em alguma coisa. Sartre dizia que o existencialismo parte do pressuposto de que fomos abandonados a própria sorte e cita Ponge (outro filósofo francês contemporâneo de Sartre) dizendo: “o homem é o futuro do homem”. De certa forma estamos alienados em relação ao futuro. Uma das maiores influências do existencialismo é essa noção de que como fomos abandonados, o futuro não importa e nem o passado. O presente é que deve construir o que somos. Assim se criou uma geração de desesperança e de hedonismo (Dostoyevsky escreveu: “Se Deus não existe, tudo é permitido”).
Não posso provar que D-s existe e nem consigo explicar a esperança que tenho de que Ele irá recriar esta Terra (Apocalipse 21:1-4; Isaías 65:17), mas se a você tem faltado esperança e sobrado desespero, te encorajo a buscar além de você mesmo a resposta, te encorajo a conhecer a D-s e se relacionar com Ele. Paulo disse: “nada pode nos separar do amor de D-s, nem a morte, nem a vida (...)” (Romanos 8:38-39).
quinta-feira, 14 de agosto de 2008
ignorância
Jean Paul Sartre dizia que “a ignorância é a raiz de todo o preconceito”. Escreveu isso em relação ao absurdo anti-semitismo que havia exterminado mais de seis milhões de judeus na Europa. A ignorância a que Sartre se referia, nasce dessa síndrome dos pronomes possessivos de primeira pessoa (me, mim comigo). Não é a toa que em lugar de ampliar relações e promover interação entre povos, pessoas e idéias, a democratização das notícias e do conhecimento (via internet, T.V., etc.), trouxe aumento da intolerância e do fanatismo.
Conhecer é eliminar preconceitos. Conhecer envolve tempo. Tempo envolve compromisso (separar tempo, pelo menos). Só há compromisso com algo que me interessa e desperta curiosidade. Embora informação esteja exposta em variados tipos de mídia, a única que desperta interesse é aquela que se refere a mim.
Individualismo. É ele que nos impede de enxergar o outro, o diferente além de nós, o divergente, o oposto. A era da informação é também a era do individual. Parecemos crianças pequenas (2-5 anos), na famosa fase “é meu”. O que torna algo relevante é a sua relação comigo, minha vida, meus valores, minhas idéias, etc. O primeiro e único compromisso é comigo. O centro de tudo “sou eu” e o que está fora disso não interessa.
Agimos assim com D-s. Construímos nossa religião e nosso relacionamento com Ele com base em nós mesmos e por isso nossa religião se torna um amontoado de preconceitos e de ignorância.
Conheça a D-s a partir da perspectiva dEle. Relacione-se com Ele a partir das opiniões e idéias dEle. Deixe de ser um ignorante e preconceituoso religioso ou não. Conheça o Criador a partir da Sua revelação – a Bíblia. Não leia com moderação...
Conhecer é eliminar preconceitos. Conhecer envolve tempo. Tempo envolve compromisso (separar tempo, pelo menos). Só há compromisso com algo que me interessa e desperta curiosidade. Embora informação esteja exposta em variados tipos de mídia, a única que desperta interesse é aquela que se refere a mim.
Individualismo. É ele que nos impede de enxergar o outro, o diferente além de nós, o divergente, o oposto. A era da informação é também a era do individual. Parecemos crianças pequenas (2-5 anos), na famosa fase “é meu”. O que torna algo relevante é a sua relação comigo, minha vida, meus valores, minhas idéias, etc. O primeiro e único compromisso é comigo. O centro de tudo “sou eu” e o que está fora disso não interessa.
Agimos assim com D-s. Construímos nossa religião e nosso relacionamento com Ele com base em nós mesmos e por isso nossa religião se torna um amontoado de preconceitos e de ignorância.
Conheça a D-s a partir da perspectiva dEle. Relacione-se com Ele a partir das opiniões e idéias dEle. Deixe de ser um ignorante e preconceituoso religioso ou não. Conheça o Criador a partir da Sua revelação – a Bíblia. Não leia com moderação...
sexta-feira, 8 de agosto de 2008
...
ouvir é algo transcendente.
ouvir é, entre outras coisas, empático. valoriza o outro. retira você do seu próprio foco.
por isso, ouvir é difícil. mesmo quando escutamos alguém, não estamos ouvindo de fato.
por quê? porque escutamos com nossos ouvidos, ou seja, nossas idéias, nossos valores, nosso 'eu'.
escutamos o que queremos e, assim, continuamos a ouvir somente a nós mesmos...
ouvir é algo transcendente.
ouvir é, entre outras coisas, espiritual. valoriza o silêncio. coloca o Outro (e os outros) no centro.
por isso ouvir é difícil. mesmo quando escutamos o que D-S diz, continuamos somente a nos ouvir.
por quê? porque escutamos com nossas limitações e vontades pessoais, porque O aprisionamos em uma caixinha.
ouvir é algo transcendente.
ouça a Voz (e as vozes)...
Shema Israel, Adonai Elohenu, Adonai Echad.
shabbat shalom
ouvir é, entre outras coisas, empático. valoriza o outro. retira você do seu próprio foco.
por isso, ouvir é difícil. mesmo quando escutamos alguém, não estamos ouvindo de fato.
por quê? porque escutamos com nossos ouvidos, ou seja, nossas idéias, nossos valores, nosso 'eu'.
escutamos o que queremos e, assim, continuamos a ouvir somente a nós mesmos...
ouvir é algo transcendente.
ouvir é, entre outras coisas, espiritual. valoriza o silêncio. coloca o Outro (e os outros) no centro.
por isso ouvir é difícil. mesmo quando escutamos o que D-S diz, continuamos somente a nos ouvir.
por quê? porque escutamos com nossas limitações e vontades pessoais, porque O aprisionamos em uma caixinha.
ouvir é algo transcendente.
ouça a Voz (e as vozes)...
Shema Israel, Adonai Elohenu, Adonai Echad.
shabbat shalom
Assinar:
Postagens (Atom)