terça-feira, 19 de agosto de 2008

...

minha poesia parece exigir meu fim
muito mais do que parte do todo
mesmo que a parte represente o todo e vice-versa

vejo na minha poesia mais do que sou,
talvez o que gostaria de ser ou o que já fui ou melhor
o que sou agora de outra maneira

nasço com a poesia para com ela morrer
uma morte física? mental?
uma morte experimental

é isso que a poesia que me seca me oferece
ver me de fora experimentar-me como se fosse outro
ainda que seja o mesmo

2 comentários:

Ana Paula Lopes Pinheiro Pâni disse...

Pois os meus pensamentos escritos também revelam o meu interior da mesma forma.
Mas não vejo como um fim, mas como um nascer para o mundo do meu verdadeiro eu...
Linda poesia!!!
Linda mesmo!
Deus continue lhe abençoando!
Ana

Anônimo disse...

Brilliant work. ( I used google translation to read your work )