quinta-feira, 29 de julho de 2010

silêncio

Salomão disse o seguinte: “Que tua boca não se precipite e teu coração não se apresse em proferir uma palavra diante de D-S, porque D-S está no céu, e tu na terra; portanto, que tuas palavras sejam pouco numerosas.” (Eclesiastes 5:1, Bíblia de Jerusalém). Apesar de uma constatação tremendamente óbvia, de que D-S está no céu e o homem na terra, a conclusão é, ao nosso modus vivendi, uma inovação considerável. Silêncio diante de D-S é algo que não faz parte da nossa cultura. E não falo aqui das conversas paralelas durante o culto na igreja. Falo, de forma geral, da maneira como adoramos. Raramente valorizamos o silêncio reflexivo. Parece que queremos fugir dele. Até em momentos de oração há música de fundo... Na história de Elias lemos o seguinte: “E depois do terremoto um fogo, mas Iahweh não estava no fogo; e depois do fogo, o ruído de uma leve brisa.” (1 Reis 19:12, Bíblia de Jerusalém). Sabemos que foi nesse momento que D-S falou com Elias. Entretanto, a melhor tradução da expressão “ruído de uma leve brisa” seria “a voz de um fino silêncio”. Quer dizer, o silêncio, muitas vezes, funciona como o nervo central do relacionamento entre D-S e o homem.
Talvez, entendermos melhor quem D-S é nos leve a uma sensação mais profunda de respeito. Talvez, conhecer o EU SOU nos faça sentir a ‘desnecessidade’ das nossas muitas palavras, do nosso muito barulho diante dELE. Experimente silenciar na presença do ETERNO e saber/conhecer/ouvir a Sua voz!

3 comentários:

Daniel Costa disse...

O silêncio integrante no dialogo entre homem e Deus... vale a reflexão.

daniela araújo disse...

engraçado como isso me fez bem. é sempre bom vir aqui!

Alessandro Gruber disse...

Me fez parar.