terça-feira, 8 de julho de 2008

...

a poesia acabou
vamos enterrá-la
sem choro ou lágrimas
num caixão longo
profundo e feio
sem afrescos ou tampa

contratem a funerária
anunciem no jornal
marquem uma missa
mas não chamem ninguém
não façam músicas ou declamem poemas
apenas vamos deixá-la
descansar em paz

Um comentário:

George Alveskog disse...

Depois de Beethoven, todos o compositores entraram em crise, não queriam mais compor.
Para ajudar, tantos exaltavam a genialidade do "herói surdo".
Eu, em pleno Séc.XXI, me pergunto: Pra que compor?
Enterrem a poesia num caixão, porém, cantemos juntos o Requiem.
Ps: Só não vale parar de pregar, hein!