terça-feira, 10 de junho de 2008

zaratustra

Em seu mais conhecido trabalho, “Assim falava Zaratustra”, Nietzsche apresenta, resumidamente, dois tipos de ser humano: o homem definitivo e o homem superior (ou super-homem). O primeiro é reativo e utilitarista. O segundo é ativo e idealista.
Ambos buscam a felicidade, mas o homem definitivo não sabe lidar com o ‘pacote’ da felicidade, que muitas vezes inclui dor e sofrimento.
De certa forma, mesmo aparentemente sendo anti-religioso (frases como “deus está morto” aparecem em seus escritos), Nietzsche acaba lançando luz sobre alguns fatores importantíssimos da vida religiosa. Ao denunciar o utilitarismo com que as pessoas tratavam não somente a vida, mas também a fé e a religião (como no livro “O Anti-Cristo”), ele denuncia a pior faceta do relacionamento humano-divino: o D-s marionete.
Colocar o divino na esfera humana e controlá-Lo é recorrente. Fazemos isto constantemente. Conscientes ou não.
Ao exilarmos D-s na esfera das nossas necessidades damos a Ele o lugar mais baixo, de serviçal, mordomo, empregado. Não que D-s não nos queira servir, pelo contrário (Mateus 20:28), mas Ele o faz em Seus próprios termos. Ele diz: “porque os Meus pensamentos não são os vossos pensamentos, nem os vossos caminhos, os Meus caminhos” (Isaías 55:8).
As necessidades do dia-a-dia podem querer que façamos de D-s um fantoche, mas ao invés de restringir a ação divina com seu foco humano, permita que D-s seja D-s e que execute em sua vida os planos e os pensamentos dEle. Seja um ‘super-homem’ confiando na sabedoria do Criador.

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